equilibrista
me falta um pilar.
uma sorte.
um lado.
pra quem chorar quando tudo mais parece escuro?
minha tríplice está manca.
dois pés, corda bamba eterna.
me falta uma sorte.
um calço.
sigo capenga.
e vou e vou. assim mesmo.
me falta um pilar.
uma sorte.
um lado.
pra quem chorar quando tudo mais parece escuro?
minha tríplice está manca.
dois pés, corda bamba eterna.
me falta uma sorte.
um calço.
sigo capenga.
e vou e vou. assim mesmo.
postado por misha às 2:40 PM
ganhei mais um fantasma. inusitado e inesperado. nada planejado.
quase vergonhoso, pra mim tão “culta”...
encasquetei e pronto.
perna bamba, coração acelerado, mão tremendo...
se eu queria? nem sei.
complicado. difícil. escorregadio.
guardo no baú dos mal resolvidos? ou quebro cabeça?
apaixonandinha... q brega!
postado por misha às 2:05 PM
de tempos em tempos, acredito que as pessoas se vêem diante de paradigmas sociais a serem superados. já vi minha mãe fazer isso um milhão de vezes. a filha falar que beijou um menino hoje, outro depois de um mês. ou chegar e falar: “mãe, transei com meu namorado”. ou anos mais tarde: “sim, mãe, estou transando com ele, mas ele não é meu namorado”. me impressiono sempre de ver como ela engoliu e digeriu tudo e aceitou e compreendeu. sem preconceitos.
me pergunto o que farei quanto chegar a minha vez. quais serão os tabus que terei de superar. minha filha vai trazer um namorado ou uma namorada? e no mês seguinte? vai me apresentar um homem ou uma mulher? vai ser só um por vez? e as drogas? vou ter que admitir que são normais e inevitáveis quando, pra mim, são inaceitáveis até o álcool e cigarro? me questiono quantas mil vezes vou ser pega de surpresa.
conversei com minha mãe outro dia sobre isso. ela me disse que essa coisa de bissexualidade é falta de religião. ando tão sem noção que sou incapaz de dizer que discordo dela. é. talvez as pessoas tenham mesmo seus limites...
que eu esteja pronta para as surpresas.
postado por misha às 2:09 PM
tenho que me corrigir. é verdade. tudo aqui tem muito ou tudo de autobiográfico. é inevitável. qualquer coisa que sai de mim tem muito do que eu sou.
além disso, os assuntos "para cá" surgem de acontecimentos, fatos da vida - minha ou das pessoas perto de mim. muitas coisas são sugeridas, mas tudo é sempre muito carregado do que eu penso, já que a palavra final é sempre minha por aqui.
mas em breve, a palavra de outras pessoas por aqui. (ouviram meninas? estou esperando os textos...)
postado por misha às 11:49 AM 2 comentários
me intriga entender o poder que algumas pessoas possuem. de manter as outras ali. uma atração irresistível, um enlace em tudo que chega perto. como ímãs. pessoas que encantam e são incríveis. e têm carisma. impressionante.
talvez essas minhas dúvidas tenham a ver com meus sentimentos obscuros de ultimamente. ou de sempre. de que, ao contrário das pessoas “irresistíveis”, há as substituíveis. interessantes, mas não imprescindíveis.
e quase não arrisco dizer que me sinto como essas segundas, por medo de que meus queridos me desmintam. ou me repreendam.
mas, na verdade, invejo as pessoas necessárias. sem as quais não dá pra viver sem. que aparecem e roubam a cena. os homens ou mulheres caem aos seus pés. sempre cheias de opções, de saídas. ali. abertas, caso se cansem do caminho de lá.
postado por misha às 4:22 PM 2 comentários
[pensando racionalmente]
_ não serve pra p.f., não serve pra casinho, não serve pra namoro...
_ e tem que servir?
_ ué? não tem não?
[cansada]
postado por misha às 9:14 PM 1 comentários
nem foi tão fria assim, na verdade. foi bem quente e amarga. os frios na barriga, a perna banba. e é estranho que algumas coisas tenham que ser feitas. por mim, pela honra.
apesar de fácil, não teve muito de prazerosa. havia um pezar, um lamento pelo outro. pelo que podia ter sido bom, fantástico, promissor.
difícil gostar, entender o inexplicável. decifar o interesse por sei lá o quê.
talvez a certeza de que tudo foi feito certo venha no futuro, com as atitudes e as reações. talvez venha o prazer.
já a vingança de hoje é fria, gelada. cheia de prazeres e deleites. espera longa, quase sem interesse, depois de tantos anos.
::causar estranheza::ser o centro das atenções::causar inveja::ignorar os olhares::
::quem é essa?::de onde veio::que venham os maus agouros::
já o resto, espero a segunda e vejo no que dá.
postado por misha às 9:10 PM 0 comentários
se vc tem
::depressão::síndrome do pânico::problemas graves de família::amores mal resolvidos::ex-namoradas loucas::é casado::tem filhos::mãe ciumenta::tem namorada::não trabalha::não estuda::usa sapato de balangãdã::gosta de sertanejo::gosta de axé::eu nunca olhei pra vc::
favor, se vir alguém parecido com a foto, finja-se de morto, fique imóvel, ou eu me escondo...
postado por misha às 4:43 PM 0 comentários
- comprar pipoca de carrinho e confirmar que o sal dela é perfeito. (acho que vai virar hábito)
- ver um moço conversando no celular com fone, gesticulando os braços (livres por causa do fone) e parecer que ele está falando sozinho!
- andar no meio da rua porque a calçada é só barro
- ouvir a pior cantada de todas: "só falta miar!"
- ver um menino com o cabelo mais liso de todo o mundo, cortado de cuia. ele andar na sua frente e cabelo balançando: flopt, flopt...
- mandar e receber beijo mandado. de mão! mmmmmuuaaahhh!
postado por misha às 6:58 PM 0 comentários
a frase aí de cima é a filosofia de alguém que leva a vida assim: aceitando o que vem por aí. quase parada. a vida passando na frente. sem andar, sem procurar nada. (aliás, sabe o que quer?) as coisas, ou pessoas, ou oportunidades aparecem e aí são avaliadas, aceitas ou descartadas... numa linha reta. sem perda de tempo, sem perda de energia.
e tem gente que faz o oposto. vai andando, se surpreendendo com os caminhos tortuosos, descobrindo “cantinhos”, andando em linha reta quando lhe convém. sempre buscando... muita “bateção” de cabeça. muito frio na barriga. muito amor. muita confusão também. e muita história pra contar... cheia de permeios.
fico com a segunda opção. que me perdoem os seguros...
“i’m a believer!” (rss)
postado por misha às 6:15 PM 1 comentários
"Now I've had the time of my life
No I never felt like this before
Yes I swear it's the truth
and I owe it all to you"
[rsrsrsrs]
postado por misha às 9:09 AM 1 comentários
ensina-me a viver
diga-me coisas interessantes sobre cinema, livros e música
que até de dou uns beijinhos no fim de semana.
quem sabe até não transe com você?!
conte-me como foi sua trajetória de vida
que eu me encanto e te admiro...
ensina-me a viver?
alguém me emburrece, pelo amor de deus?
postado por misha às 1:26 PM 3 comentários
à hora de decidir a vida, nem há muito no que pensar. vamos lá. estudando, estudando, tentando enganar-se o mínimo. sem saber se o cansaço é real ou também é inventado.
sem inspiração pra absolutamente nada. com preguiça de pensar sobre questões amorosas, masculinas ou pessoais. sem saudade de ninguém. praticamente uma zumbi.
ué?! as pessoas sumiram... será por quê?
postado por misha às 5:56 PM 0 comentários
muita gente andou lembrando e pensando em mim ultimamente. por várias vias virtuais. tenho medo quando as pessoas pensam em mim. isso nunca acontece com frequência. principalmente, quando as repentinas aparições vem de direções a serem deixadas pra trás.
assim, sigo.
"santo anjo do senhor, meu zeloso e guardador..."
"anjinho da guarda, meu companheirinho, me leve sempre para um bom caminho"
amém
postado por misha às 5:50 PM 0 comentários
apaixonar-se é ser apresentado a um mundo novo. é surpreender-se. só se apaixona quem é surpreendido. quando a pessoa que está ao lado tem coisas novas a dar. novidades andam raras.
desafio algum homem a fazer com que as mulheres se apaixonem.
desafio alguém a fazer eu me apaixonar.
postado por misha às 1:50 PM 3 comentários
Morna. Sempre assim.
Nunca amada demais,
Nunca odiada,
Nunca lembrada.
Às vezes esquecida
Por aqueles que sempre conhecem alguém parecido comigo.
Nunca arrebatando,
Mas sempre chegando aos poucos,
Cativando aos poucos,
Conhecendo aos poucos.
Fazendo-se conhecer,
Aos poucos.
Sendo amada a meia medida.
Mornamente adorada,
Mornamente querida,
Levando a vida meio feliz.
Meio triste. Meio termo.
(escrito em 07 de novembro de 2004)
postado por misha às 6:41 PM 1 comentários
eu sempre me perguntei como lidaria com a traição. sendo eu tão compreensiva com tudo em minha vida, no que diz respeito às outras pessoas.
bem, na primeira vez não havia mais amor. pelo menos foi o que deduzi. minha decepção se transformou em indiferença e nem foi preciso o tempo para a cicatriz. continuei minha vida de um ponto que nem sabia que existia até aquele momento.
agora, me surpreendo comigo de novo. e aprendo muito de mim. percebo que a traição é algo definitivo. antes que eu pense nas razões, no fato, na humilhação, algo em mim desliga os laços, de qualquer tipo. amor ou ódio ou mágoa. tudo vira uma indiferença assustadora e redentora ao mesmo tempo.
melhor assim.
postado por misha às 7:10 PM 0 comentários
pré-requisitos para verificar se vale a pena investir num homem. este é um teste dividido em três etapas: política, sócio-econômica e estético-sexual. o homem deve responder sim a todas as perguntas. as duas primeiras etapas são eliminatórias, enquanto a última é apenas classificatória, dependendo da mulher. (rss)
político:
1. é educado?
2. é agradável?
3. é bom filho?
sócio-econômico:
1. é rico? é pobre? (um sim “demais” a qualquer das duas pode ser um problema)
2. tem curso superior?
3. é trabalhador?
estético-sexual:
1. é bonito?
2. é gostoso?
3. tem pegada?
confiram e vejam se não funciona?
postado por misha às 8:43 PM 2 comentários
deixa eu ver. já avisei pra minha mãe e pro meu pai (se bem que o natural seria eles morrerem antes de mim. então, talvez, não adiante). já avisei pros irmãos e pros amigos mais queridos. se começar a namorar, tenho que me lembrar de avisar. nunca se sabe!
NÃO QUERO VELÓRIO! decidi isso outro dia, no segundo velório – enterro da minha vida. acho mórbido, acho desnecessário. acho quase bizarro. bem, se tudo corre como eu espero e acredito, o pessoa nem está ali no corpo mais. então, velar o que?
não quero pessoas rezando e chorando à minha volta, não quero rendinha por cima de mim. não quero vestir roupa depois de morta. não quero ninguém me alisando, enquanto todo mundo sabe que não vou sentir nada. não quero que entupam meu caixão de flores fedorentas só pra encher. vai que eu sou alérgica? nem poder espirrar eu vou poder.
então, já vou avisando, publicando. e que me respeitem. me enterrem logo. se querem me ver, vejam fotos. garanto-me mais corada, mais fotogênica, mais sorridente.
postado por misha às 6:57 PM 0 comentários