10 julho 2008

psycho

outro dia, numa saída, fui abordada por um rapaz sem que eu sequer tivesse olhado pra ele. antes que alguém me julgue de chata ou cri-cri, não costumo gostar de homens que chegam sem mais nem menos. gosto de escolher, isso me deixa confortável e paquerar é algo que sei fazer.voltando ao assunto, por mais que eu fosse monossilábica ou não me demonstrasse nada interessada em saber da vida dele, ele não saía de perto (desculpe ser tão direta, mas tento falar aqui como falo com minhas amigas, sem cerimônia). não deixava eu conversar com minhas amigas, queria saber de coisas da minha vida e me dar conselhos. dizia que tinha gostado muito de mim... o que me deixa embasbacada porque esta pessoa em questão não me conhecia. podia ter me achado bonita, gostosa, achado o batom vermelho bacana, mas definitivamente, não me conhecia.meu erro foi, não sei se por carência, por ter alguém ali, me elogiando horrores, ou se por pura falta de tato e prática, dei meu telefone e daí, ele me largou. ali, naquele dia.bem, depois disso, eu não tive mais sossego. me ligou, mandou inúmeras mensagens, querendo almoçar, saber onde eu trabalho, querendo me entregar um presente... presente???? só eu acho isso muito bizarro?sei que, além de não ter gostado do cara, fiquei com medo, achando a pessoa meio psicopata... tipo cismou comigo! e aí, fiquei me perguntando, se estou um tanto calejada demais. se deveria me sentir lisonjeada com tamanha atenção. me assusta ficar assustada com esse tipo de coisa. ou se é realmente meio doentio essa pessoa me achar o máximo dos máximos sem ter uma conversa real comigo sequer.

depois de dias, voltei a ler esse texto e minha opinião ainda é a mesma. doido.